05 setembro 2013

MEU PAI

Meu Pai, hoje debato-me a sós
com a minha sombra. As feridas estão
 abertas, e preciso do bálsamo da 
consolação. Sei que só posso chegar
 à aurora pelo caminho da noite;
dá-me a mão para a travessia.
Envia-me um  forte vento de popa.
De novo levantarei âncora. Soltarei
as amarras e far-me-ei ao largo.

O amor converte o vento em canção,
desde que a flauta esteja vazia*

Meu abraço carinhoso a todos
os irmãos que me dão a honra 
da sua visita. A Paz de Cristo
reine em vossos corações*
Ámen*

Josélia Micael